Seja muito bem vindo!!!

Prezado(a) visitante:
É com muito prazer que recebo sua visita no Blog Avaliação Física em Foco. Meu objetivo com este espaço é disponibilizar textos, artigos e protocolos que são utilizados nas ciências da atividade física como ferramentas para a utilização dos mais diversos leitores como: profissionais e estudantes de Educação Física, profissionais e estudantes da área da saúde, amantes do esporte, leitores que desejam melhorar sua performance, enfim, a todos os amantes da valiosa ferramenta chamada Avaliação Física que nos serve como fonte de diagnóstico e agente norteador para a excelência na prescrição do exercício.

Aproveito para convidar a todos os profissionais que desejam publicar suas colaborações a participarem da forma que quiserem. Façam comentários, críticas, sugestões e claro, o espaço esta aberto para colocarem seus próprios textos para enriquecer cada vez mais este espaço.

Grande abraço!!!

Prof. Ms. Diogo Pantaleão

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pontos de Corte do IMC em escolares

IMC – PONTOS DE CORTE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

Índice de Massa Corporal
            O Índice de Massa Corporal ou Índice de Quetelet é a relação entre a massa(kg) e estatura(m), sendo calculado pela fórmula:

            O IMC vem sendo usado frequentemente em pesquisas epidemiológicas pela facilidade de aplicação do método. Entre diversas variáveis antropométricas, principalmente da massa e estatura corporal, têm sido a forma mais utilizada e aceita para a avaliação do estado nutricional de crianças e jovens(1), além de ser um bom índice de avaliação da adiposidade corporal e um indicador de doenças cardiovasculares(2).
            As tabelas com os pontos de corte sugeridos na literatura para baixo peso, eutróficos, sobrepeso e obesidade podem ser divididas em internacionais, mistas e nacionais. A escolha de qual padrão de referência utilizar é amplamente discutido e questionado na literatura(3,4,5).
            O padrão internacional de referência é estabelecida pelo CDC (Center for Disease and Control and Prevention)(6). A amostra é unicamente formada por americanos de 2 a 20 anos, sendo adotados pontos de corte do percentil 5, 85 e 95 para o baixo peso, sobrepeso e obesidade respectivamente.
            O padrão misto e nacional são derivados das curvas de percentil que passam pelos pontos de corte do IMC que representam 17,5kg/m2(7) e 16,0kg/m2, 17,0kg/m2 e 18,5kg/m2 para baixo peso(8), 25kg/m2 para sobrepeso e 30kg/m2 para obesidade, de indivíduos com 18(9) e 20 anos(7). A construção destes pontos ocorreu através do método estatístico LMS(7,8,9).
            O padrão misto surge a partir de questionamentos sobre a arbitrariedade dos pontos de corte utilizados através de percentil e a utilização de dados de crianças e adolescentes americanos para determinar padrões internacionais(9). A Força Tarefa Internacional de Obesidade (International Obesity Task Force - IOTF) produziu uma tabela de pontos de corte internacionais de IMC para sobrepeso e obesidade(9), e mais recentemente para baixo peso(8). Foram obtidos dados representativos descrevendo o peso e a estatura em idades entre 2  e 18 anos, de ambos os gêneros, usando dados populacionais dos Estados Unidos, Cingapura, Holanda, Hong Kong, Reino Unido e Brasil.
            O padrão nacional(7) surge da necessidade possuirmos uma tabela específica para brasileiros e verificar se outros padrões são condizentes com a nossa situação de crescimento e desenvolvimento. A pesquisa é de extrema relevância, visto que a amostra é representativa de brasileiros com dados de 13.279 homens e 12.823 mulheres com idades entre 2 a 19 anos, extraídos da Pesquisa Nacional de Nutrição e Saúde de 1989. A construção deste padrão abriu um grande precedente para discussões e averiguações na população brasileira.

1.    WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). A Growth Chart for International Use in Maternal and Child Health Care: Guidelines for Primary Health Care Personnel. Geneva, 1988.

2.     TURCONI, G.; GUARCELLO, M.; MACCARINI, L.; BAZZANO, R.; ZACCARDO, A.; ROGGI, C. BMI values and other anthropometric and functional measurements as predictors of obesity in a selected group of adolescents. Eur J Nutr. 2006; 45: 136–143.

3.     TOMKINS, A. Que padrões usar para medir obesidade em crianças?. J Pediatr. 2006; 82(4): 246-248.

4.     WANG, Y.; WANG, J. Q. A comparison of international references for the assessment of child and adolescent overweight and obesity in different populations. European Journal of Clinical Nutrition.  2002; 56: 973–982.

5.     KAIN, J.; UAUY, R.; VIO, F.; ALBALA, D. C. Trends in overweight and obesity prevalence in Chilean children: comparison of three definitions. European Journal of Clinical Nutrition. 2002; 56: 200–204.

6.     KUCZMARSKI, R. J.; OGDEN, C. L.; GUO, S. S. et al. 2000 CDC growth charts for the United States: Methods and development. National Center for Health Statistics. Vital Health Stat. 2002; 11(246).

7.    CONDE, W. L.; MONTEIRO, C. A. Valores críticos do índice de massa corporal para classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes brasileiros. J Pediatr. 2006; 82(4): 266-272.

8.    COLE, T. J. et al. Body mass index cut offs to define thinness in children and adolescents: international survey. British Medical Journal. 2007; 335: 194-202.

9.    COLE T. J.; BELLIZZI, M. C.; FLEGAL, K. M.; DIETZ, W. H. Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey. British Medical Journal. 2000; 320: 1240-1243.

Este texto é uma pequena parte do capítulo que tive o prazer de escrever no livro do amigo Alexandre Machado: Manual de Avaliação Física – Alexandre F. Machado. Ed. Ícone - 2010.
- Disponível para compra em:
http://www.iconeeditora.com.br/produto.asp?nomeproduto=978%2D85%2D274%2D1076%2D2&categoria=Educação Física
 - Link para download com os principais artigos de conteúdo dos pontos de corte de IMC:

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Grande abraço e estou grato pela sua visita que é sempre especial!!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Comentário de Bernardo Miloski ao post "A avaliação física é necessária?"

Comentário de Bernardo Miloski (Preparador Físico do PEC e Mestrando na UFJF) ao post " A avaliação física é necessária ?" que transformei em post!

Diogo,
concordo inteiramente com sua postagem, e tenho total convicção de que a avaliação física é parte fundamental de um processo de treinamento qualificado. Gostaria de levantar uma questão. Se nós, profissionais de educação fisica, entedemos isso, porquê as academias de ginástica cobram a mais por esse serviço, deixando a critério do aluno a realização ou não da mesma. Entendo também, que todo trabalho que nós realizamos deve ser valorizado e tem um custo. Não seria mais interessante pegar o custo dessas avaliações e dilui-lo nas mensalidades dos alunos? Dessa forma estaríamos cobrando pelo nosso serviço, e além disso, utilizando essa ferramenta tão importante para prescrição e controle do treinamento. Não trabalho na area de academia, mas esta é uma visão que tenho há algum tempo. Talvez os profissionais dessa area possam ter uma ideia mais clara sobre o assunto.
Bernardo Miloski
Prof Mtdo pela UFJF na área do Controle da Carga de Treinamento.Preparador Físico do PEC.

Bernardo e leitores,

   Primeiro agradeço seu comentário que é tão pertinente que resolvi transformá-lo em post!. O mais interessante nisto é que tenho comentado isso em vários lugares, inclusive, fui dar um curso e levantei este questionamento do valor da mensalidade diluído nas mensalidades, acho perfeito. O que conseguimos chegar à conclusão é que isto aumentaria o valor da mensalidade e muitos perderiam para a concorrência no valor da mensalidade. Particularmente eu concordo que pode atrapalhar, mas acredito que devemos nos apoiar sempre no resultado final. Caímos naquela velha história de que o barato sai caro. As pessoas não buscam resultados ? Então quando perceberem que pagam mais barato é o resultado não é tão bom quanto daqueles que trabalham de forma mais correta, tenho certeza que mudarão!!! O velho é bom boca a boca faz diferença sim. Aqueles que estão satisfeitos inconscientemente fazem propaganda da academia.
Em conversa com gestores sobre esta questão do valor da mensalidade, surgiu uma discussão muito interessante que a gente vê a população adora pedir um desconto nas academias, e, por isso, são criados os pacotes que são muito bons para famílias e grupos. Acontece que os que não tem sempre reclamam e a academia para não perder o aluno sempre dá um jeito. A parte interessante nisso é que quando vamos em alguma rede de fast food gastamos em combos da vida uma faixa de R$ 20,00 a R$ 50,00, se vai a família piora a situação; em baladas gasta-se com entrada, bebidas, área vip e etc, dá para se prever um gasto médio no barato de R$ 50,00. Enfim, o preço esta lá e ninguém chora um desconto, porquê quando se trata de cuidar da saúde o sujeito chora todas as mazelas ???  
   Assim como o Bernardo, gostaria de levantar a questão de algumas academias que estão utilizando diversos profissionais para fazer a avaliação física. Eu tenho a opinião de que não é uma coisa legal no aspecto técnico. E vocês o que pensam?

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Grande abraço a todos e mais uma vez obrigado pela visita!!!

Prof. Mst. Diogo Pantaleão

Por que o nome PAFIC e história parte 1/3

PROGRAMA DE AVALIAÇÃO FÍSICA CONTINUADA (PAFIC)
Caríssimo leitor, este nome se deve a idealização do "Programa de Avaliação Física Continuada (PAFIC)" que se destina a realizar avaliações nos mais diversos segmentos da atividade física, principalmente na cidade de Petrópolis-RJ, com o diferencial de ser uma proposta longitudinal. Abaixo um pouco de história...

Ano de 2006 – Ano da idealização das ideias.
Em 2006, ocorreu o primeiro passo para um contato mais direto com a avaliação física. No Laboratório de Fisiologia do Exercício (LAFIEX) da Universidade Estácio de Sá (UNESA) junto ao Coordenador, Professor Ms. Alexandre Machado. Entrei no LAFIEX como colaborador externo para pesquisas, e presenciei trabalhos sendo feitos em diversas áreas da cineantropometria, no entanto, o que mais me chamava à atenção dentro da área, eram as aferições das dobras cutâneas.
Neste ano, o LAFIEX fechou um convênio com a equipe Pé de Vento do dedicado e competente médico Henrique Viana (http://www.pedevento.org.br/Pages/inicialpdv.aspx). Nascida em Petrópolis, a equipe é tradicionalmente formadora de corredores de alto rendimento com representatividade nacional e internacional. No passado já havia formado diversos corredores com resultados expressivos e naquele momento contava com uma promessa em maratonas - Franck Caldeira, que em 2006 viria a ganhar a maratona de São Silvestre e em 2007 viria a ganhar o Pan Americano no Rio de Janeiro. Para mais informações sobre a equipe acessem o site que é bem interessante!
Como já realizava algumas coletas pelo LAFIEX na parte cineantropometrica, fui designado a realizar as avaliações dos atletas da equipe. Abaixo algumas fotos: 



Após estas avaliações, surgia a ideia e a própria necessidade de mercado de levar estes conhecimentos aplicados no alto rendimento às escolas esportivas de Petrópolis a priori. Neste momento começa de fato a surgir o Programa de Avaliação Física Continuada (PAFIC).

Ano de 2007 – Primeiro Passo e Criação do PAFIC.
O ano de 2007 foi o ano de criação e desenvolvimento do PAFIC. A primeira decisão tomada foi de efetuar uma divisão do programa para atletas, escolas esportivas (Fluminense - Educação Esportiva) e a prevenção em escolas do excesso de massa corporal em crianças e adolescentes.
No colégio Fênix (http://www.colfenixpetr.com.br/site/) o PAFIC foi implantado de forma parcial atendendo aos alunos interessados e, mediante a repercussão foi feito o convite para participar do evento que ocorreu no dia 15 de Setembro de 2007 realizou-se o 1° Encontro de Pais e Profissionais da área de saúde referente ao “Projeto Criança, Educação e Saúde do Colégio Fênix” (http://www.colfenixpetr.com.br/site/eventos_dados.asp?evento_codigo=82).
No colégio único de Teresópolis e, em parceria com o Professor Esp. Leonardo Machado o PAFIC também foi implantado de forma parcial.
          Em atletas da equipe Pé de Vento foram realizadas mais algumas avaliações.





Na escola de educação esportiva do Fluminense em Petrópolis foi implantado o PAFIC que infelizmente não teve prosseguimento para um passo maior. Algumas fotos das avaliações. Em algumas delas a presença importante do Prof. Esp. Bruno Paiva.


Na próxima postagem sobre história colocarei um pouco mais sobre os anos de 2008 e 2009.
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Grande abraço a todos e grato pela visita!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A AVALIAÇÃO FÍSICA É NECESSÁRIA?

 
Muitos de nós que trabalhamos nesta área algum dia já ouvimos esta pergunta não é verdade? Na realidade, muitas são as respostas. Acredito que a maior dificuldade é não sabermos qual será a resposta mais adequada e suficientemente esclarecedora para o entendimento dos benefícios, talvez, por isso, esta se torna uma pergunta difícil de responder a priori. Ao longo deste post pretendo apontar respostas e tornar a pergunta um link para uma excelente forma de começar uma relação de confiança do cliente com o avaliador(a).
A pergunta é muito frequente porque de alguma forma o avaliado não esta se sentindo a vontade com a condição de ser avaliado. Eles podem ser tímidos, envergonhados e até remeterem o nome "Avaliação" com lembranças que não sejam positivas, no entanto, a maioria simplesmente não compreende o objetivo. Uma minoria não gosta, e não gosta mesmo, contudo, fazem por compreenderem que é necessário. A minha maior preocupação são com os que já fizeram e acreditam que a avaliação não é necessária. Provavelmente em algum momento o canal de comunicação do profissional com o cliente falhou, por isso, o mesmo passa a ver a avaliação como uma forma de gastar dinheiro e não percebe como elas lhe servem de instrumento para alcançarem seus objetivos. Afinal, como o cliente deve ver a avaliação física?
A minha pretensão é postar as razões para a realização e, apresentar subsídios ao profissional de Educação Física para explicar ao cliente sobre a importância de ser avaliado.

O perfil do cliente e os objetivos da avaliação deverão ser os agentes norteadores da resposta, por isso, cada um deve formular a sua. Imaginem um avaliador que trabalha com atleta que visa somente a performance e, um idoso que objetiva melhora da saúde e da qualidade de vida. Quando eles fazem a mesma pergunta logicamente à resposta deverá ser diferente, no entanto, os objetivos das avaliações serão praticamente os mesmos.
Acredito que a primeira coisa que devemos desmistificar é o conceito que Avaliação Física é somente para medir e atribuir números com a finalidade de dizer se está bom ou ruim. A verdade, é que a avaliação é parte de um processo pedagógico do treinamento que envolve: o teste, a medida, a avaliação dos dados coletados e o próprio treinamento. Dentre os principais objetivos da Avaliação Física segundo Machado (2010) e Marins & Giannichi (2003) devem ser:
·         Diagnosticar;
·         Determinar o processo em que o indivíduo se encontra;
·         Determinar o progresso do indivíduo;
·         Classificar os indivíduos;
·         Selecionar os indivíduos;
·         Reajustar o treinamento;
·         Manter padrões de performance;
·         Motivar.
As avaliações podem ter uma característica diagnóstica, formativa e somativa, sendo conceituadas abaixo:
·         Diagnóstica: Análise de pontos fortes e fracos de um indivíduo ou do grupo em relação a uma determinada capacidade.
·         Formativa: Análise sobre o progresso dos indivíduos ou do grupo no decorrer do progresso de treinamento. Esta avaliação é sustentada através da retroalimentação durante o processo que aponta e corrigi os pontos necessários.
·         Somativa: É a soma de todas as avaliações realizadas no fim de cada unidade de planejamento, com o objetivo de obter uma visão geral da evolução do indivíduo ou do grupo.
Quando falamos sobre o processo pedagógico no qual faz parte a avaliação física, precisamos entender o que são os testes, a medida e a avaliação.
·         O teste é um instrumento, uma prova definida ou mesmo um procedimento ou técnica utilizado para se obter uma informação que seja idêntica e siga padrões pré-definidos para todos os indivíduos avaliados. Ex: teste de massa corporal.
·         A medida é o processo preciso e objetivo para coletar as informações do teste, sendo atribuído um valor numérico. Ex: a medida em kg da massa corporal do indivíduo.
·         A avaliação é a determinação da importância ou o valor da informação obtida em comparação com critérios estabelecidos. Ex: o avaliado pode ser classificado em relação à sua massa corporal apresentando-se com baixo peso, eutrófico, sobrepeso ou obeso.
No geral, é imprescindível gerar conhecimento de forma que o cliente compreenda que as avaliações não são o julgamento final, e sim, parte indivisível do processo de evolução do treinamento, que tem a finalidade de alcançar os objetivos propostos pelo educador físico em consonância com os objetivos do cliente.
             
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Grande abraço a todos e grato pela visita!!!
1.    MACHADO, A. F. Manual de Avaliação Física. São Paulo: Ícone, 2010.
- Disponível para compra em:
http://www.iconeeditora.com.br/produto.asp?nomeproduto=978%2D85%2D274%2D1076%2D2&categoria=Educação Física

2.  MARINS, J. B.; GIANNICHI, R. S. Avaliação & Prescrição de Atividade Física - Guia Prático. Rio de Janeiro: Shape, 2003.